A prática de estelionatários para ganhar dinheiro tem se tornado cada vez mais comum na internet. Por meio de aplicativo de mensagens, os criminosos criam perfis falso e, com a foto da vítima, entram em contato com pessoas conhecidas para pedir quantias financeiras. Nem as autoridades policiais estão livres desses criminosos.
A exemplo, recentemente, o delegado Márcio Campos Neves, da 2ª Delegacia de Polícia de Criciúma (2ª DP), foi alvo dos golpistas. Eles utilizaram um número com DDD 47, sua foto e enviaram um áudio para um contato. Na mensagem, o golpista afirma ser o delegado e que precisaria que a pessoa entre em contato urgentemente para prestar esclarecimento sobre uma denúncia.
A pessoa que recebeu o áudio do golpista, não deu prosseguimento a conversa, mas Neves explica que a forma de ação dos criminosos já é conhecida. “Geralmente eles tentam extorquir as vítimas com golpes dos nudes. Eles fingem ser delegados e falam que receberam uma denúncia de troca de imagens íntimas com adolescentes e, para não prender, pedem dinheiro”, detalhou.

Perfil do esteliontário com a foto do delegado – Imagem: Divulgação
O delegado frisa que nenhum funcionário público pode pedir dinheiro para o cidadão. No caso da Polícia Civil, há um procedimento legal para recebimento de fianças. “Em nenhuma hipótese um delegado vai pedir depósito ou constranger pessoas. O mais perto de um assunto financeiro que é tratado com o cidadão é quando uma pessoa presa tem a fiança arbitrada. Nesses casos, algum parente é informado para ir na delegacia”, enfatizou.
Para efetuar o pagamento também é necessário a emissão do termo de fiança e todo o atendimento possui um protocolo. “Não solicitamos pagamentos por meios tecnológicos. Em Criciúma nem tem 7ª DP, como o golpista fala no áudio”, reforçou.
Neves ainda orienta que caso alguma pessoa tenha a foto do seu perfil utilizada para aplicar golpes, a orientação é bloquear o contato do estelionatário e registrar um boletim de ocorrência online. Em Santa Catarina o procedimento pode ser realizado pelo site da Delegacia Virtual da Polícia Civil, clicando aqui.









