Com a prisão do prefeito de Garopaba, Júnior Abreu (Progressistas) ,durante a Operação Coleta Seletiva. Como divulgado aqui no Portal SulSC, a ação, que começou nas primeiras horas do dia da última quinta-feira (08), resultou na execução de três mandados de prisão preventiva, incluindo a prisão de um empresário da coleta de lixo e do pregoeiro oficial responsável pela licitação do serviço no município.
Os mandados foram cumpridos na Prefeitura de Garopaba e em locais associados aos investigados. A operação também resultou no afastamento de secretários municipais e no sequestro de bens e valores. Viaturas da DEIC e da DECOR permaneceram em frente ao prédio da Prefeitura enquanto as ações eram realizadas.
A Operação Coleta Seletiva é um desdobramento da Operação Maestro, iniciada em 2024, que revelou indícios de irregularidades em contratos administrativos, especialmente relacionados à coleta de lixo. As investigações levantaram suspeitas de fraudes em licitações, frustração do caráter competitivo do certame e possíveis desvios de recursos públicos.
Na tarde do mesmo dia (08), três vereadores protocolaram um requerimento , pedindo pela instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito podendo resultar na “CPI do lixo”. Com o objetivo de apurar supostas irregularidades em contratos administrativos relacionados à coleta de resíduos sólidos no município.
Júnior foi preso na manhã da última quinta-feira (08), em resultado da segunda fase da operação Coleta Seletiva, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações e execuções contratuais no âmbito da coleta de lixo.

O requerimento foi protocolado pelo vereador Rodrigo Prux de Oliveira (PT) e contou com as assinaturas de Atanásio Gonçalves Filho (MDB), Felippe de Souza (MDB) e Rogério Linhares (Podemos).
Os parlamentares alegam que as informações levantadas pela operação, bem como a prisão de Júnior, configuram “fatos graves” que justificam a instauração de uma CPI. As prisões, afastamentos e sinalizações de possíveis irregularidades nos contratos relacionados aos serviços de coleta e reciclagem de resíduos na cidade balizam o pedido.
Se aprovada, a comissão deverá ser composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e ter duração de 90 dias – podendo ser prorrogada por mais de 90, se necessário.













