O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por intermédio do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), formalizou uma segunda acusação judicial decorrente das investigações da Operação Vale do Silício. O processo foca em supostas irregularidades na administração pública do município de Sangão, ocorridas no período entre 2017 e 2020.
A operação teve início em 2021, conduzida pela 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor). O inquérito original examinou contratos destinados à aquisição de equipamentos, suprimentos de informática e serviços de manutenção no setor tecnológico da prefeitura.
A denúncia atual, enviada à Justiça em dezembro, aponta o envolvimento de seis pessoas. Entre os citados estão: Dalmir Carara Cândido Ex-prefeito da cidade, mencionado sob suspeita de corrupção (ativa e passiva), fraude em processos licitatórios e associação criminosa, um casal de empresários proprietário de uma companhia de informática e outros dois empresários do setor e uma Ex-servidora que exercia a função de pregoeira na época dos fatos. As acusações individuais variam conforme a participação atribuída a cada envolvido no suposto esquema.

PCSC/Divulgação/SulSC
O MPSC solicita que a denúncia seja aceita pelo Poder Judiciário. Caso isso ocorra, os investigados passarão à condição de réus, iniciando-se a fase de defesa, depoimentos de testemunhas e interrogatórios. Além das sanções penais, o órgão requer o pagamento de R$ 200 mil a título de indenização por danos morais coletivos. O caso está sob análise da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), sob relatoria do desembargador Carlos Alberto Civinski.










