A força política de Caroline de Toni e o desafio da representação feminina em Santa Catarina
O cenário político catarinense voltou ao centro do debate após a condução do Partido Liberal em relação à deputada federal Caroline de Toni. Com atuação destacada na Câmara dos Deputados e presença consistente em pesquisas eleitorais, a parlamentar acabou ficando fora da composição do partido para a disputa ao Senado Federal em Santa Catarina, decisão que gerou questionamentos e repercussão dentro e fora da legenda.
A definição partiu da direção nacional do PL, que optou por priorizar acordos políticos e alianças externas, deixando de considerar uma liderança que possui base eleitoral consolidada no estado. O episódio evidencia mais uma vez como decisões tomadas em instâncias superiores nem sempre dialogam com a realidade local e com o eleitorado catarinense.

Diante desse cenário, Caroline de Toni anunciou sua saída do partido e passou a dialogar com outras siglas para viabilizar sua pré candidatura. A movimentação não surpreende. Pesquisas anteriores já indicavam que a deputada apresenta desempenho competitivo e força eleitoral própria, independentemente da legenda pela qual venha a concorrer.
Na minha experiência à frente da AMPS Associação das Mulheres Políticas do Sul, acompanhando de perto o cenário político e o movimento das lideranças femininas em Santa Catarina, é evidente que Caroline de Toni tem respaldo popular e seguirá conquistando espaço, independentemente de partido. Sua trajetória demonstra capacidade de liderança e influência real, inclusive no fortalecimento de outras candidaturas.
Na AMPS, estamos trabalhando para que a representação feminina aumente e não diminua. A política precisa refletir a sociedade que representa, e isso passa necessariamente por mais mulheres preparadas, firmes e com voto ocupando espaços de decisão. Não se trata de cotas ou discursos vazios, mas de mérito, coragem e conexão com o eleitor.
O episódio envolvendo o PL deixa uma lição clara para o cenário político estadual. Lideranças consolidadas não podem ser ignoradas por acordos de bastidores. Santa Catarina exige representatividade, coerência e respeito ao eleitor. Caroline de Toni surge, nesse contexto, como um exemplo de força política que transcende partidos e reafirma a importância de mulheres protagonistas na construção do futuro político do estado.
Por Sabrina Minatto
Presidente da AMPS – Associação das Mulheres Políticas do Sul










