A cidade histórica de Laguna está prestes a viver um terremoto político sem precedentes. O polêmico vereador Cleosmar Fernandes, velho conhecido das páginas dos Jornais e dos corredores do Ministério Público, é agora o protagonista de mais um capítulo escandaloso que ameaça rasgar o já fragilizado tecido democrático da Câmara Municipal.
Em uma denúncia arrasadora e ardente, o renomado advogado Roberto de Bem Ramos expôs aquilo que muitos sussurraram nos bastidores, mas poucos tiveram coragem de trazer à luz: Cleosmar, apontado como peça-chave de uma “extensa e complexa organização criminosa”, voltou a usar o Legislativo bravamente para perpetuar o poder – custe o que custar.
O documento encaminhado ao presidente da Câmara detalha, com riqueza de provas e testemunhas, um enredo digno dos mais sombrios escândalos políticos: fraudes licitatórias, compra de votos, desobediência sistemática à Justiça e, pasmem, o golpe para impedir a eleição da Mesa Diretora, mantendo Cleosmar de forma autoritária e ilegal na presidência da Casa.
Imagem/Ilustrativa
Mesmo tendo sido preso preventivamente nas legislaturas passadas por acusações semelhantes – o que já seria suficiente para afastá-lo da vida pública – o vereador voltou ao cargo com sede de controle e desrespeito às regras básicas da democracia. “Um atentado inédito à ordem democrática municipal”, como classificou a denúncia.
Mais grave ainda: Cleosmar teria ignorado medidas cautelares impostas pelo próprio Ministro Gilmar Mendes e mantém contato direto com outros investigados da Operação Seival, inclusive nomeando-os para cargas estratégicas dentro da Câmara.
“Coragem para enfrentar o sistema”
A figura que hoje surge como símbolo de resistência e ética nesse cenário caótico é Roberto de Bem Ramos. Com histórico de atuação firme e destemida, o advogado decidiu enfrentar o que ele mesmo descreve como “a perpetuação do autoritarismo e da ilegalidade no coração do Legislativo lagunense”.
Sua denúncia vai além do jurídico: é um grito daqueles que estão cansados da política retrógrada e contra o desmonte institucional que ameaça minar a confiança popular nas instituições. Ramos pede, sem rodeios, a cassação imediata de Cleosmar Fernandes e a restauração da legalidade na Câmara Municipal.
O silêncio cúmplice
Enquanto isso, o silêncio parece pesado sobre o cenário político local. Os vereadores aliados ao acusado tentam manter as aparências, mas as denúncias começam a corroer os alicerces da oposição da Casa Legislativa. Nos bastidores, já se fala em uma possível “cegueira” para proteger o vereador, em troca de favores e alianças obscuras.
Laguna se vê às portas de uma crise institucional gravíssima, que remonta aos períodos mais sombrios de sua história política. O povo, por enquanto, aguarda. Mas até quando?
O próximo capítulo está sendo escrito – e ele promete estremecer as estruturas da política da cidade Juliana.