O prefeito Preto Crippa e o vice-prefeito Leandro Bento reuniram-se com representantes do poder público, forças de segurança e instituições para discutir ações conjuntas voltadas à segurança em Laguna e ao atendimento da população em situação de rua.
Participaram da reunião o secretário de Assistência Social, Rodrigo Rosa; o secretário de Saúde, Rodrigo Guimarães, e a adjunta da pasta, Andreia Cascaes; o comandante da Guarda Municipal, Arlon da Silva; a secretária de Turismo, Bárbara Andreadis; e o secretário de Comunicação, Bruno Matos. Também estiveram presentes os vereadores Eduardo Carneiro, Everaldo dos Santos, Vitor Elibio, Gabriel Carvalho e Edi Goulart. O Ministério Público foi convidado, mas não compareceu.
A Polícia Militar foi representada pelo tenente-coronel Eduardo Caetano do Amaral e o major Marcelo Oliveira dos Santos, enquanto o Presídio Regional de Laguna esteve representado por Rafael Nunes. Também participaram a delegada Vivian Garcia e representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os advogados Roberto de Bem e o presidente Edson Rosa Júnior.

Registros e monitoramento
Durante a reunião, a delegada Vivian destacou a importância do registro de boletins de ocorrência como ferramenta essencial para que os crimes sejam devidamente investigados. “Muitas vítimas não registram o boletim. Isso dificulta a atuação da polícia e da Justiça. É importante explicar à população que a legislação atual determina os critérios para prisão, o que muitas vezes impede a detenção imediata dos suspeitos”, explicou.
Ela também ressaltou a necessidade de esclarecer à população por que muitos detidos acabam sendo liberados em seguida, em razão das leis vigentes.
A Guarda Municipal atuará em parceria com a Polícia Militar no monitoramento das câmeras de vigilância instaladas na cidade, auxiliando na identificação de suspeitos.
Situação da população em situação de rua
Atualmente, 64 pessoas em situação de rua estão cadastradas pela Secretaria de Assistência Social, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O secretário Rodrigo Rosa explicou que existem diferentes perfis: dependentes químicos, pessoas com histórico de violência, sem vínculos familiares e migrantes de outras cidades e estados.
O atendimento é realizado por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS 1 e 2), que fazem busca ativa e oferecem apoio diariamente. Quando não são moradores de Laguna, é disponibilizado transporte para retorno ao município de origem. No entanto, conforme a Resolução 40/GSUAS, as abordagens devem respeitar os direitos humanos, e não é possível obrigar a ida e/ou internação dessas pessoas sem consentimento. A resolução completa pode ser acessada neste link.
A Guarda Municipal tem auxiliado nas abordagens, realizando consultas para verificar antecedentes e passagens policiais. O vice-prefeito Leandro Bento destacou a importância da Casa de Passagem, que oferece acolhimento, atendimento psicológico e de saúde, e contribui para o encaminhamento de casos que necessitam de internação. Saiba mais sobre a Casa de Passagem clicando aqui.









