Ditaduras caem quando o mundo para de fingir que não vê.
Ditaduras não são eternas . A conta sempre chega.
Demorou , mas aconteceu.
A queda de um ditador não é apenas um fato político. É uma confirmação de que regimes autoritários sobreviveram enquanto o mundo aceitava fingir normalidade diante do abuso, da censura e da miséria institucionalizada.
A crise migratória venezuelana nunca foi um ato espontâneo de solidariedade internacional. Foi o resultado direto de um governo que destruiu sua economia, perseguiu opositores, eleições manipuladas e transformou um país rico em dependência e deficiência.
Milhões de venezuelanos não saíram porque quiseram. Saíram porque não havia mais como viver.
O impacto disso foi sentido em toda a região. Só em Santa Catarina, são cerca de 27 mil venezuelanos, reunidos por um estado que já enfrenta desafios próprios em saúde, educação, moradia e geração de emprego.
Acolher em caráter humanitário é uma coisa. Transformar isso em política permanente, sem prazo e sem recrutamento, é outra.
Com o fim do regime, a lógica se impõe. O exílio perde o sentido. O caminho natural é o retorno para casa e a sobrevivência da própria nação.

Imagem/Eraldo Peres
Nenhum país pode ou deve se tornar abrigo definitivo das tragédias causadas por ditaduras estrangeiras.
Isso serve de alerta interno. É hora de senadores e deputados criarem vergonha na cara e fazerem o que precisa ser feito para que o Brasil jamais siga o mesmo caminho.
A democracia exige limites ao poder, instituições funcionais e coragem para enfrentar projetos autoritários disfarçados de discurso social.
Ditaduras expulsam. A liberdade chama de volta.
Que a Venezuela seja reconstruída pelos venezuelanos.
E que o Brasil acorde antes que seja tarde.
Por Sabrina Zapelini Minatto colunista do SulSC!













