Santa Catarina iniciou 2026 com três mulheres assassinadas em diferentes cidades do estado. Até o momento, são vidas interrompidas de forma brutal. Não são números. Não podemos normalizar. Não podemos fingir que é distante.
As vítimas confirmadas são Marivane Fátima Sampaio, 25 anos, de Chapecó, morta pelo ex-companheiro dentro de sua casa, mesmo tendo registrado boletins de ocorrência e medidas protetivas; Juvilete Kviatkoski, 37 anos, de União do Oeste, assassinada a facadas dentro de casa pelo marido; e Mariana Vitória Cuochinski, 15 anos, também de União do Oeste, morta junto com a mãe dentro da residência da família.
Esses casos mostram que a violência contra a mulher não é distante, não é abstrata. É real, brutal e urgente. Ignorar é compactuar.
Os crimes evidenciam falhas graves no sistema de proteção à mulher. Boletins de ocorrência, medidas protetivas e denúncias nem sempre são suficientes para impedir mortes.
As autoridades federais têm o dever de criar e reforçar leis, destinar recursos, apoiar programas nacionais de proteção e prevenção, e garantir penas mais duras para agressores, mas na maioria das vezes permanecem omissas, deixando os estados e municípios sozinhos para enfrentar essa realidade.

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As autoridades estaduais precisam ampliar a atuação das delegacias especializadas, garantir monitoramento contínuo das vítimas e acelerar investigações. As autoridades municipais devem investir em apoio local, como abrigos, acompanhamento psicológico, campanhas de conscientização e medidas de prevenção nas comunidades.
A sociedade também precisa agir. É responsabilidade de todos, cidadãos, instituições, escolas e comunidades, denunciar, apoiar e cobrar respostas imediatas das autoridades em todos os níveis. É fundamental investir em educação e conscientização para que desde cedo se ensine respeito e prevenção da violência, garantir rede de acolhimento que amplie o acesso a abrigos, centros de apoio psicológico e linhas de denúncia, responsabilizar imediatamente os agressores e criar leis com penas mais severas, essenciais para proteger vidas e impedir que crimes de violência contra a mulher se repitam.
A violência letal contra mulheres é um problema de todos. Cada vítima é um alerta que exige ação concreta, imediata e firme. Não há espaço para omissão, negligência ou normalização.
@sabrinazminatto










