O bolso do motorista catarinense sentiu o peso da gasolina na última semana. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio de revenda no estado atingiu R$ 6,56, o maior patamar registrado nos últimos nove meses.
O valor é o mais alto desde março de 2025 (quando a média chegou a R$ 6,59) e coloca Santa Catarina em um cenário de contradição: o aumento nas bombas ocorre no exato momento em que a Petrobras anunciou um corte de preços para as distribuidoras.
O levantamento da ANP, realizado em 162 postos de 15 cidades, mostra uma disparidade regional acentuada:
Maior Preço: Florianópolis lidera o ranking, com média de R$ 6,78.
Menor Preço: Mafra apresenta o valor mais competitivo, com média de R$ 6,24.
Apesar da alta recente, os valores ainda estão distantes do recorde histórico de 1º de maio de 2022, quando o litro chegou a custar R$ 7,23 no estado.
Na última terça-feira (27), entrou em vigor a redução de 5,2% no preço de venda da Petrobras para as distribuidoras. O valor do litro vendido pela estatal caiu de R$ 2,71 para R$ 2,57 (queda direta de R$ 0,14).
Por que o preço ainda não baixou nos postos?
A demora no repasse ao consumidor final geralmente ocorre devido a três fatores principais:
Giro de Estoque: Os postos precisam esgotar o combustível comprado pelo preço antigo antes de aplicar a nova tabela.

Composição do Preço: O valor da Petrobras representa apenas uma parte do preço final. Somam-se a ele a mistura obrigatória de Etanol Anidro, custos de transporte, carga tributária (ICMS, PIS/Pasep e Cofins) e a margem de lucro das distribuidoras e postos.
Livre Mercado: No Brasil, os preços são liberados. Cabe a cada estabelecimento decidir quando e quanto repassar da redução da refinaria.
Analistas do setor de energia esperam que, com a renovação dos estoques ao longo desta semana, o preço médio em Santa Catarina comece a apresentar uma trajetória de queda, aproximando-se da redução de R$ 0,14 sinalizada pela estatal.
Utilize aplicativos de monitoramento de preços para encontrar os postos que já aplicaram o reajuste e evite abastecer em horários de pico em regiões centrais.
Fonte dos dados: ANP /










