Simples Assim por Barnney Netto – O eleitor precisa saber: Diárias, viagens e privilégios e a conta quem paga é o contribuinte

Os números escancaram um problema grave na Câmara de Vereadores de Criciúma: o descompromisso com o dinheiro público.

Em 2025, quase R$ 230 mil foram gastos apenas com diárias e passagens. O pior é que não estamos falando de investimentos em saúde, educação ou infraestrutura; estamos falando de viagens, muitas delas de economia altamente questionáveis, pagamentos pelo contribuinte.

O vereador Marcos Machado (MDB) é campeão; é o caso mais emblemático e indefensável: R$ 46.297,50 em um único ano , mais que o dobro da segunda vereadora com maior gasto. Agora, o povo quer saber: qual foi o retorno concreto disso para a população de Criciúma? Que projetos nasceram nessas viagens? Que benefícios reais chegam ao cidadão que paga imposto?

A resposta, até agora, é o silêncio.

O que chama muito a atenção, conferindo a planilha dos gastos, é a desproporção. Enquanto dois vereadores, Daniel Cipriano (PSDB) e Toninho da Figueira (PL), não gastaram um centavo, outros dão o que entender, que trataram o orçamento público como se fosse extensão do bolso pessoal na cidade carvoeira.

Agora com se não bastece toda essa gastança com dinheiro público. O que mais está deixando a população indignada é que, além dessas díspares com as superdiárias, segundas informações recebidas do legislativo, existe uma forte articulação para o aumento dos intervalos dos edis.

Ou seja, gastam mais, querem ganhar mais e explicam menos.

Imagem/EL News

Não é aceitável que os legisladores ampliem as despesas pessoais com recursos públicos e, ao mesmo tempo, avancem sobre mais uma fatia do tão suado dinheiro dos contribuintes com reajustes salariais. Isso é o princípio básico do respeito ao dinheiro público. Os gastos com diários e passagens precisam ser revistos, vereador por vereador, com critérios claros, limites objetivos e justificativas públicas. Com isso, menos escola, menos saúde, menos infraestrutura e por aí vai, porque isso significa mais repasse do executivo para o legislativo. Menos dinheiro nos cofres da prefeitura para investir na cidade.

Quem gasta um pouco prova que é possível. Quem gasta muito precisa explicar e ser responsável com dinheiro público.

Para a grande maioria, a cidade de Criciúma não precisa de vereadores viajantes; precisa de vereadores presentes, responsáveis, operantes e comprometidos com a cidade. A coluna teve a confirmação de que entidades e associações já estão prontas para cobrar e debater forte sobre o assunto assim que for colocado em pauta na casa legislativa.

Corre a boca pequena: para o eleitor criciumense, sem revisão de gastos, sem transparência real e sem freios aos privilégios, qualquer debate sobre aumento de salário dos vereadores é moralmente inaceitável.

Cobranças SulSC!

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