O Poder Judiciário de Tubarão concedeu uma liminar favorável à empresa Bebidas Grassi, fabricante da marca Baly, autorizando a retomada imediata da fabricação e comercialização do energético “Baly Tadala”. A decisão suspende as restrições impostas anteriormente pelas Vigilâncias Sanitárias municipal e estadual, que haviam barrado o produto às vésperas do Carnaval de 2026.
A polêmica começou no início desta semana, quando a Secretaria de Saúde de Tubarão intimou a empresa a interromper as vendas. O argumento das autoridades era de que o nome “Tadala” poderia induzir o consumidor ao erro, fazendo-o confundir a bebida com a Tadalafila, farmacêutico utilizado para disfunção erétil.
Em sua defesa, a Baly argumentou que, que o produto segue rigorosamente as normas da Anvisa, o rótulo é explícito identificando que a bebida é como “Energy Drink” e há advertências claras informando que o item não é um medicamento.
Ao analisar o caso, a Justiça considerou improvável que o público confunda um energético vendido em supermercados e lojas de conveniência com um remédio controlado. Para o magistrado, a interdição foi uma medida extrema e desproporcional, especialmente por se tratar de um produto sazonal voltado para o período carnavalesco.
A decisão destacou que manter a proibição causaria prejuízos financeiros severos e colocaria postos de trabalho em risco, sem que houvesse uma prova concreta de perigo à saúde pública. Além de derrubar o ato municipal, a Justiça estendeu a liminar para neutralizar ações semelhantes da Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina.
Apesar do imbróglio jurídico, o “Baly Tadala” consolidou-se como o maior sucesso comercial na história da fabricante. Os números impressionam, mais de 23 milhões de pedidos em menos de um mês. Nas redes sociais, superou 2 milhões de visualizações no TikTok e gerou acabou gerando um alcance massivo no Instagram. A empresa tentou solicitar que o processo corresse em segredo de justiça, mas o pedido foi negado pelo Judiciário.

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