Giro Politico – Senadores do PP reagem a nota de apoio a Dias Toffoli e negam consulta prévia

O que deveria ser uma demonstração de força e unidade da recém-formada federação União Progressista (União Brasil e PP) transformou-se em um racha público neste final de semana. Senadores da bancada do Progressistas, liderados pela ex-ministra Tereza Cristina (MS) e pelo catarinense Esperidião Amin (SC), emitiram uma nota oficial de desagravo, afirmando que não foram consultados sobre o apoio institucional do bloco ao ministro do STF, Dias Toffoli.

O Motivo da Discórdia
Na última sexta-feira (13), os presidentes nacionais das siglas, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), publicaram um manifesto em defesa de Toffoli. O texto da cúpula partidária classificava as recentes investigações envolvendo o magistrado como “narrativas caluniosas e tentativas de “manipulação da opinião pública.

A reação da bancada do Senado foi imediata e incisiva. Em nota, os parlamentares destacaram que a manifestação dos presidentes não representa o pensamento dos senadores do PP.

A posição expressa não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada, portanto, não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP, diz o comunicado assinado por cinco dos oito senadores da sigla.

“Caso Banco Master”
O racha ocorre em um momento de extrema fragilidade para o ministro Dias Toffoli. Na última semana, o magistrado foi afastado da relatoria de inquéritos que envolvem o Banco Master. A decisão veio após a Polícia Federal identificar menções ao nome do ministro em dispositivos apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso foi redistribuído para o ministro André Mendonça, o que alterou a correlação de forças no Supremo e aumentou a pressão sobre o Senado, onde Toffoli já acumula mais de dez pedidos de impeachment protocolados pela oposição.

A decisão de Amin e Tereza Cristina de se distanciarem da cúpula partidária sinaliza uma tentativa de preservar o capital político da bancada diante da opinião pública, especialmente em estados como Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, onde a base eleitoral é marcadamente crítica às decisões do STF.
Além disso, a crise interna na federação acontece às vésperas de manifestações convocadas pela oposição para o dia 1º de março, que prometem levar às ruas críticas contundentes à atuação de ministros da Suprema Corte.

Quem assina a dissidência no PP
Senador(a)                                            Estado                                       Posição

Tereza Cristina                                               MS                                      Líder da Bancada
Esperidião Amin                                            SC                                               Titular
Luis Carlos Heinze                                        RS                                               Titular
Dr. Hiran                                                         RR                                              Titular
Margareth Buzetti                                         MT                                              Titular

Foto/Internet

O que esperar agora?
A cúpula da federação União Progressista ainda não se manifestou sobre a rebelião dos senadores. Nos bastidores, fala-se em uma tentativa de “panos quentes” por parte de Ciro Nogueira para evitar que o racha inviabilize a estratégia do bloco para as próximas eleições municipais e estaduais.

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