{"id":3402,"date":"2023-11-06T15:20:10","date_gmt":"2023-11-06T18:20:10","guid":{"rendered":"https:\/\/sulsc.com\/?p=3402"},"modified":"2023-11-06T16:12:53","modified_gmt":"2023-11-06T19:12:53","slug":"agricultura-que-emociona-a-producao-de-alimentos-organicos-no-sul-catarinense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sulsc.com\/index.php\/2023\/11\/06\/agricultura-que-emociona-a-producao-de-alimentos-organicos-no-sul-catarinense\/","title":{"rendered":"Agricultura que emociona: a produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos no Sul catarinense"},"content":{"rendered":"<p data-raofz=\"16\">O que te emociona? Um livro, um filme, uma m\u00fasica? Sentada na varanda de sua casa, Loiva aperta os pequenos olhos verdes cheios d\u2019\u00e1gua. Ela se emociona com a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria como agricultora org\u00e2nica.\u00a0 O sil\u00eancio fala no discurso de Loiva Perdon\u00e1 Ceza, produtora rural de Crici\u00fama. Ela descreve com empolga\u00e7\u00e3o sua hist\u00f3ria, mas volta e meia apela para longas pausas, tentando conter as l\u00e1grimas que teimam em surgir ao recordar passagens de sua carreira.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">N\u00e3o \u00e9 pra menos tanta emo\u00e7\u00e3o. Filha e neta de agricultores, ela se orgulha de ser a \u00fanica que ficou no campo, entre os 60 netos gerados por seus av\u00f3s maternos e paternos. Por volta do ano 2000, somou mais um desafio \u00e0 sua vida profissional: tornar-se uma agricultora org\u00e2nica.\u00a0Hoje ela colhe uma m\u00e9dia de cinco toneladas de bananas org\u00e2nicas por m\u00eas, nos 10 hectares da sua propriedade. Mas at\u00e9 chegar a esse patamar, a luta, como ela mesmo define, foi grande.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Loiva teve uma companheira nessa batalha, a tia de seu esposo, Cl\u00e9ia Ceza, j\u00e1 falecida. Dona de uma parte das terras que abrigam o bananal, Cl\u00e9ia n\u00e3o gostava de agrot\u00f3xicos. \u201cEla sempre dizia que dentro da propriedade dela ela botava o que queria, e ela n\u00e3o queria veneno\u201d, resume Loiva sobre a tia.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A certifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica veio s\u00f3 em 2006. Antes disso, as agricultoras passaram por um per\u00edodo dif\u00edcil. \u201cPra vender como convencional, a banana n\u00e3o estava no padr\u00e3o que o mercado exigia. Pra vender como org\u00e2nica, n\u00e3o tinha certificado\u201d, descreve Loiva, n\u00e3o sem antes fazer um longo intervalo para conter a emo\u00e7\u00e3o que essa recorda\u00e7\u00e3o provoca.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Para contornar a situa\u00e7\u00e3o, Loiva vendia uma parte da produ\u00e7\u00e3o como convencional, \u201ccom pre\u00e7o bem baixo\u201d, lembra. O restante era oferecido nas portas das casas e das f\u00e1bricas da regi\u00e3o. Normalmente vendia tudo, mas, caso contr\u00e1rio, dava de presente o que sobrava. O importante era voltar para casa sem banana.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">\u201cHoje eu n\u00e3o sei se teria essa vontade, nem essa disposi\u00e7\u00e3o, mas na \u00e9poca eu tinha. Eu queria vencer, eu queria certificar, eu queria vender o meu produto, mostrar que ele era bom. E pra mim n\u00e3o era trabalhoso, n\u00e3o era custoso, n\u00e3o era ruim fazer aquilo, eu fazia com o maior prazer de chegar em casa com o carro vazio, n\u00e3o me interessava se tinha muito dinheiro ou pouco, interessava que o produto tinha ido e eu n\u00e3o jogava fora\u201d, relata a produtora.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6332\" aria-describedby=\"caption-attachment-6332\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6332\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-Loiva-.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6332\" class=\"wp-caption-text\">Loiva produz banana org\u00e2nica e mant\u00e9m uma agroind\u00fastria<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>Com a certifica\u00e7\u00e3o, as coisas come\u00e7aram a melhorar. As redes supermercadistas da regi\u00e3o foram os primeiros grandes compradores. \u201cCheg\u00e1vamos n\u00f3s, duas mulheres, falando de org\u00e2nico, que n\u00e3o tinha na minha cidade ainda. E quando a gente chegava l\u00e1, se deparava com aqueles vendedores todos de notebook, muito chique. A gente sa\u00eda de l\u00e1 e ria muito. A tia dizia: de certo eles imaginam que a gente \u00e9 uma vendedora muito grande. E \u00e9ramos pequenas agricultoras\u201d.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\">Tudo foi dando certo. Os mercados abriram as portas diante do produto novo, que despertava a curiosidade do p\u00fablico, e o \u00e2nimo de Loiva foi crescendo. Hoje ela j\u00e1 n\u00e3o distribui para supermercados, quase toda sua produ\u00e7\u00e3o vai para cooperativas, que entregam para as escolas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Quem visita as feiras locais tamb\u00e9m pode comprar suas bananas, al\u00e9m dos produtos da agroind\u00fastria Ciranda Sabores Org\u00e2nicos, cuja certifica\u00e7\u00e3o ela conquistou h\u00e1 dois anos. S\u00e3o bolos, geleias, balas, passas achocolatadas, biomassa, farinha e muito mais, feitos com banana org\u00e2nica e uma grande dose de carinho.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">As bananas org\u00e2nicas da fam\u00edlia Ceza garantem o sustento de Loiva, seu marido e o genro, que trabalham na propriedade. A Ciranda Sabores Org\u00e2nicos tem uma funcion\u00e1ria, mas a inten\u00e7\u00e3o da agricultora \u00e9 aumentar o n\u00famero de empregados, contratando definitivamente a nora, que lhe ajuda esporadicamente na linha de produ\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ainda um diarista, que entre duas e tr\u00eas vezes por semana faz a ro\u00e7ada no bananal.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">\u201cFoi bastante lutado, n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas foi gratificante, a gente chegou onde queria\u201d, reflete Loiva, na varanda da sua confort\u00e1vel casa. Mas os olhos verdes fixados no horizonte indicam outra coisa: seus sonhos levar\u00e3o ela e a agricultura org\u00e2nica do Sul de Santa Catarina ainda muito longe.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\"><strong>Certifica\u00e7\u00e3o participativa<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A hist\u00f3ria de Loiva se confunde com a do N\u00facleo Serramar, do qual ela \u00e9 uma das fundadoras. O N\u00facleo re\u00fane cinco grupos de fam\u00edlias rurais da regi\u00e3o Sul de Santa Catarina, que adotam a certifica\u00e7\u00e3o participativa por meio da\u00a0Rede Ecovida de Agroecologia.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Saymon Antonio Dela Bruna Zeferino, extensionista da Ger\u00eancia Regional da Epagri em Crici\u00fama e um dos respons\u00e1veis por dar orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aos agricultores org\u00e2nicos da regi\u00e3o, explica que existem tr\u00eas formas de certifica\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica: a participativa, a auditada e a de Organiza\u00e7\u00e3o de Controle Social (OCS).<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Na participativa, os integrantes do grupo se autofiscalizam, garantindo que todas as exig\u00eancias legais sejam cumpridas. Cada fam\u00edlia produtora paga em m\u00e9dia R$300,00 por ano para a institui\u00e7\u00e3o certificadora. Esse valor fica em torno de R$600,00 anuais para agroind\u00fastrias.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Na certifica\u00e7\u00e3o auditada, realizada por representantes da certificadora, o valor anual varia entre R$3 mil e R$5 mil, dependendo do local e do acordo que \u00e9 feito, segundo informa Saymon. J\u00e1 a certifica\u00e7\u00e3o de OCS \u00e9 adotada por quem s\u00f3 pratica venda direta ao consumidor, ou seja, vende na propriedade, numa feira ou entregando cestas de produtos, por exemplo. Neste caso, o agricultor n\u00e3o recebe certificado, mas precisa ter cadastro no Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (MAPA).<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A certifica\u00e7\u00e3o participativa foi o modelo adotado por Loiva e pela maioria dos produtores da regi\u00e3o. Ela diz que poderia ser certificada por auditoria, mas preferiu a outra. J\u00e1 foi coordenadora de grupo, do n\u00facleo Serramar e da rede Ecovida. Hoje \u00e9 do comit\u00ea de \u00e9tica, que faz visitas para conferir a conformidade das propriedades.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">\u201cEu sempre gostei do coletivo, amo dividir com todos, isso t\u00e1 em mim. Se tu est\u00e1 caminhando sozinho, n\u00e3o consegue ver, mas se est\u00e1 em grupo, consegue ver que teve mudan\u00e7a, no coletivo \u00e9 melhor, n\u00e9?\u201d, pondera, com a anima\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 t\u00edpica.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Foi essa vis\u00e3o de coletividade que atraiu Dalvacir Simone Gabriel para a certifica\u00e7\u00e3o participativa. Ela abandonou uma rotina de 30 anos produzindo\u00a0fumo\u00a0para\u00a0plantar hortali\u00e7as org\u00e2nicas na sua propriedade em I\u00e7ara, munic\u00edpio vizinho a Crici\u00fama.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6333\" aria-describedby=\"caption-attachment-6333\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6333\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-Dalvacir.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6333\" class=\"wp-caption-text\">Dalvacir vende org\u00e2nicos e distribui simpatia na feira de Crici\u00fama<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>Trocou de ramo h\u00e1 cerca de oito anos e hoje produz o suficiente para entregar para uma rede de supermercados, para alimenta\u00e7\u00e3o escolar e ainda sobra para comercializar em feiras de I\u00e7ara e Crici\u00fama, onde tamb\u00e9m distribui sua simpatia. A barraca de org\u00e2nicos da feira de Crici\u00fama existe por iniciativa dela, da Loiva e da F\u00e1tima, outra produtora da regi\u00e3o.\u00a0\u201cResolvemos montar uma feira junto, em grupo, cada uma produz alguma coisa, \u00e9 por isso que d\u00e1 certo\u201d, relata ela.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\">Dalvacir divide\u00a0 o orgulho de sua horta org\u00e2nica com o filho. Ele saiu do campo para trabalhar na cidade e, percebendo a prosperidade da m\u00e3e, retornou \u00e0 propriedade para apoi\u00e1-la na produ\u00e7\u00e3o<strong>.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"16\"><strong>Do fumo para o org\u00e2nico<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Quem tamb\u00e9m tem orgulho de ter abandonado a produ\u00e7\u00e3o de fumo para migrar para o\u00a0org\u00e2nico\u00a0\u00e9 o\u00a0casal Janete e Leo Dalmolin, de Crici\u00fama. Sentados na ampla cozinha de sua casa, eles esbanjam sorrisos e risadas ao contar sua hist\u00f3ria na produ\u00e7\u00e3o de bananas org\u00e2nicas.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">N\u00e3o \u00e9 pra menos tanta alegria. O casal cultivou fumo por 30 anos e, nesse per\u00edodo, Leo teve tr\u00eas intoxica\u00e7\u00f5es com agrot\u00f3xicos. N\u00e1useas e tonturas foram os sintomas do envenenamento. H\u00e1 cerca de sete anos, optaram pela banana org\u00e2nica.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Hoje exploram tr\u00eas hectares do bananal centen\u00e1rio, plantado pelos av\u00f3s de Leo na propriedade da fam\u00edlia. N\u00e3o usam aditivos qu\u00edmicos e aplicam poucos produtos. A planta\u00e7\u00e3o recebeu esterco de peru em 2019, depois mais nada. \u201cAquela l\u00e1 no morro mesmo, faz tempinho que n\u00e3o boto nada, mais org\u00e2nica n\u00e3o tem, t\u00e1 s\u00f3 na minhoca\u201d, relata Leo, com uma sonora gargalhada que encerra a frase.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6334\" aria-describedby=\"caption-attachment-6334\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6334\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-Leo-e-Janete-Dalmolin.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6334\" class=\"wp-caption-text\">Leo e Janete Dalmolin esbanjam alegria e sorrisos em frente \u00e0 confort\u00e1vel resid\u00eancia<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>A produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia gira em torno de 1 tonelada a 1,5 tonelada por m\u00eas, que \u00e9 entregue praticamente toda para alimenta\u00e7\u00e3o escolar, a quase R$ 5,00 o Kg. Pela bonita resid\u00eancia que habitam, constru\u00edda numa arquitetura moderna, d\u00e1 para ver que o casal vive bem e com conforto.<\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\">O bom humor tamb\u00e9m \u00e9 marca registrada de Pedro Alcino Budny, que em conjunto com a fam\u00edlia produz morangos e hortali\u00e7as org\u00e2nicas em I\u00e7ara. \u201cMinha propriedade \u00e9 o aeroporto de todos os insetos\u201d, diverte-se. Mas n\u00e3o se assusta, porque j\u00e1 planta com uma margem de erro. \u201cEu planto para os insetos tamb\u00e9m, para as pragas\u201d.<\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image\">Pedro Alcino \u00e9 considerado um pioneiro na produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos na regi\u00e3o. Desde crian\u00e7a lida na ro\u00e7a com a fam\u00edlia. \u201cEu nunca gostei de trabalhar com veneno na minha vida e comecei desde os 10 anos, trabalhando no fumo, com veneno, hoje estou com 61. Nesse longo percurso estive doente\u201d.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\">Em 2010 ele foi diagnosticado com c\u00e2ncer. A essa altura j\u00e1 era um produtor org\u00e2nico. \u201cA m\u00e9dica disse: gra\u00e7as a Deus que tu parou, se n\u00e3o, talvez, tu n\u00e3o estivesse aqui\u201d, conta, refor\u00e7ando que nunca teve a confirma\u00e7\u00e3o de que sua doen\u00e7a tinha rela\u00e7\u00e3o com uso de agrot\u00f3xicos, mas, intuitivamente, tanto ele como a m\u00e9dica ligam as pontas.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">\u201cEm setembro fez 23 anos que entramos nessa luta de org\u00e2nico\u201d, contabiliza. Com apoio da mulher Margarete, do filho Vitor, que \u00e9 engenheiro-agr\u00f4nomo, e do ca\u00e7ula, Murilo, Pedro Alcino colhe uma m\u00e9dia de 20 toneladas de morangos por ano, al\u00e9m de hortali\u00e7as. A\u00a0 produ\u00e7\u00e3o \u00e9 entregue para alimenta\u00e7\u00e3o escolar e para redes supermercadistas. Comprador n\u00e3o falta: \u201cquando eu colho, j\u00e1 tenho pra onde distribuir\u201d.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A bonita propriedade abriga duas modernas resid\u00eancias, divididas por uma piscina, que ajuda a encarar o ver\u00e3o em uma das regi\u00f5es mais quentes de Santa Catarina. Ao lado das casas, fica o galp\u00e3o em que a fam\u00edlia prepara os morangos e hortali\u00e7as para distribui\u00e7\u00e3o. Nos fundos do terreno est\u00e3o as hortas, onde pelo menos quatro funcion\u00e1rios diaristas fazem a colheita.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A prosperidade \u00e9 vis\u00edvel na propriedade da fam\u00edlia Budny, mas Pedro Alcino quer mais. \u201cAinda tenho planos de melhoria, n\u00e3o t\u00e1 como eu quero\u201d, sentencia, revelando que planeja instalar outra c\u00e2mera fria neste ano, al\u00e9m de construir um novo pavilh\u00e3o e comprar um ve\u00edculo melhor para distribuir a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6335\" aria-describedby=\"caption-attachment-6335\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6335\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-Familia-Budny.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6335\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Alcino, Margarete, Murilo e Vitor trabalham juntos na produ\u00e7\u00e3o de morangos e hortali\u00e7as<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>Tudo isso conciliado com o objetivo de mandar em breve o filho mais novo para a universidade. \u201cEle n\u00e3o pode ficar sem faculdade, vai ter que fazer uma\u201d, decreta, com a sabedoria de quem se tornou um modelo de sucesso na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do Sul do Estado.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\"><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o escolar<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Boa parte do que os produtores org\u00e2nicos da regi\u00e3o tiram da terra vai para a alimenta\u00e7\u00e3o dos alunos das redes municipais de ensino locais. Na prefeitura de I\u00e7ara, pioneira na prioriza\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos na alimenta\u00e7\u00e3o escolar, cerca de 7 mil crian\u00e7as e adolescentes consomem pelo menos uma vez por semana produtos provenientes de lavouras limpas.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">As creches, que recebem crian\u00e7as desde 4 meses de idade, oferecem at\u00e9 seis refei\u00e7\u00f5es por dia. J\u00e1 os maiores, do ensino fundamental, s\u00e3o atendidos com uma refei\u00e7\u00e3o por dia. Pode ser sandu\u00edche, arroz com feij\u00e3o, polenta, macarr\u00e3o, entre outros pratos, tudo enriquecido com saladas e outros vegetais, al\u00e9m de uma fruta para sobremesa.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Para 2023 a prefeitura de I\u00e7ara adquiriu, por meio de chamada p\u00fablica (compra direta da agricultura familiar, por meio de cooperativa), 153.148Kg e unidades de alimentos, que v\u00e3o sendo entregues pelos produtores ao longo do ano. Deste total, 49.790Kg s\u00e3o org\u00e2nicos. Outra modalidade de compra \u00e9 por preg\u00f5es, que at\u00e9 o dia 19 de outubro haviam resultado na aquisi\u00e7\u00e3o de 41.396,58Kg ou unidades de org\u00e2nicos, de um total de 140.346,07Kg ou unidades adquiridos no per\u00edodo. Somando as duas compras, s\u00f3 a prefeitura de I\u00e7ara injetou, at\u00e9 outubro de 2023, R$558.252,45 na agricultura org\u00e2nica da regi\u00e3o neste ano.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Tudo isso \u00e9 resultado de um trabalho conjunto realizado h\u00e1 d\u00e9cadas em parceria pela Epagri e prefeitura de I\u00e7ara. Rubia Cunha de Souza Raupp, nutricionista e coordenadora do setor de alimenta\u00e7\u00e3o escolar da prefeitura, conta que em 2003, quando assumiu o cargo, j\u00e1 haviam dois agricultores org\u00e2nicos fornecendo alimentos para os estudantes, um deles era Pedro Alcino.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6336\" aria-describedby=\"caption-attachment-6336\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6336\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-alimentos-Familia-Budny.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6336\" class=\"wp-caption-text\">Parte da produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Budny vai para as escolas da regi\u00e3o<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>Essa linha do tempo segue em 2009, quando a Lei n\u00ba 11.947 determinou que 30% do valor repassado pelo governo federal para compra de alimenta\u00e7\u00e3o escolar fosse aplicado pelas prefeituras na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos da agricultura familiar. Em 2015, o extensionista Saymon assumiu o Escrit\u00f3rio Municipal da Epagri em I\u00e7ara e se comprometeu com a prefeitura a procurar produtores de alimentos org\u00e2nicos para aumentar a presen\u00e7a desses itens nas compras. \u201cA gente aceitou o desafio e foi entrevistando fam\u00edlias, explicando como fazer a transi\u00e7\u00e3o para org\u00e2nico, explicava da compra, e foi conseguido mais adeptos\u201d, lembra Saymon.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\">Hoje I\u00e7ara serve de exemplo para outros munic\u00edpios da regi\u00e3o, que tamb\u00e9m passaram a priorizar a compra de org\u00e2nicos para alimenta\u00e7\u00e3o dos estudantes. \u201cSe a prefeitura investir no produto org\u00e2nico, vai economizar na sa\u00fade l\u00e1 na frente, \u00e9 uma escolha que precisa ser feita\u201d, afirma R\u00fabia, destacando que, apesar de ser uma a\u00e7\u00e3o individual, a op\u00e7\u00e3o por org\u00e2nicos se reflete em toda a sociedade. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o social, cultural e ambiental\u201d, reflete ela, lembrando que, com esse tipo de a\u00e7\u00e3o, o poder p\u00fablico investe no futuro das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\"><strong>Parceria com a Epagri<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Apesar de ser t\u00e3o positivo para a sociedade, produzir alimentos org\u00e2nicos requer muito conhecimento e persist\u00eancia por parte dos agricultores, que contam com apoio da Epagri para n\u00e3o desanimar diante de tamanho desafio.\u00a0A Epagri enxerga a produ\u00e7\u00e3o de alimentos limpos como uma miss\u00e3o. \u201c\u00c9 a hist\u00f3ria do dever. Temos a op\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o dever de produzir um alimento de qualidade para o consumidor\u201d, resume Saymon.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Mas boa vontade n\u00e3o basta, \u00e9 preciso muito conhecimento. \u201cNo geral, falta informa\u00e7\u00e3o, as pessoas acham que \u00e9 dif\u00edcil, que \u00e9 imposs\u00edvel, que n\u00e3o tem mercado, ou que os produtos ser\u00e3o muito caros\u201d, descreve o extensionista em rela\u00e7\u00e3o ao que percebe dos agricultores que se interessam pela produ\u00e7\u00e3o livre de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Para desmistificar o tema, a Epagri vai muito al\u00e9m da assist\u00eancia t\u00e9cnica oferecida individualmente nas propriedades rurais. S\u00e3o realizadas reuni\u00f5es, viagens, dias de campo, semin\u00e1rios, encontros, oficinas e outros eventos para promover a intera\u00e7\u00e3o dos agricultores novatos com os mais experientes, de modo a provar que \u00e9 poss\u00edvel viver com qualidade a partir da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">A Empresa tamb\u00e9m apoia no momento de entrar no mercado, oferecendo desde o suporte t\u00e9cnico para certifica\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o de empreendimentos, at\u00e9 informa\u00e7\u00f5es sobre regulamento de feiras, rotulagem, tabela nutricional, etc. \u201cTudo o que est\u00e1 ao redor da legaliza\u00e7\u00e3o dessa comercializa\u00e7\u00e3o, defini\u00e7\u00e3o de ponto, projetos de cr\u00e9dito pra compra de barracas ou estruturar empreendimentos, damos apoio\u201d, enumera Saymon.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\">\n<p><figure id=\"attachment_6337\" aria-describedby=\"caption-attachment-6337\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6337\" src=\"https:\/\/blog.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/organico-Saymon.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6337\" class=\"wp-caption-text\">Saymon (de crach\u00e1): Epagri apoia produtores org\u00e2nicos em todos os elos da cadeia produtiva, inclusive na comercializa\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-element-caption\"><\/figcaption>Pedro Alcino \u00e9 um dos exemplos dessa parceria. H\u00e1 23 anos, quando procurou a Epagri para come\u00e7ar a produzir org\u00e2nicos, n\u00e3o se decepcionou. \u201cO t\u00e9cnico prontamente foi atr\u00e1s de onde tinha curso e achou um em Canoinhas. Depois fiz bastante cursos, o que muito me ajudou, tenho muito o que agradecer a eles, estou caminhando junto [com a Epagri]\u201d.<\/figure>\n<p data-raofz=\"16\">A Epagri tamb\u00e9m deu o empurr\u00e3o que faltava para Dalvacir trocar o fumo pela produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. \u201cO pessoal da Epagri come\u00e7ou a incentivar e eu comecei, devagarzinho, fazendo cesta, entregando nas casas, depois colocaram nas escolas, come\u00e7aram as feirinhas, e fomos indo\u201d, lembra ela, ressaltando que o in\u00edcio \u201cfoi muito dif\u00edcil\u201d.\u00a0 \u201cA gente n\u00e3o era acostumado, mas com incentivo do pessoal da Epagri, da prefeitura, todo mundo junto, muita reuni\u00e3o, muito curso, a gente foi tocando\u201d.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">As atividades promovidas pela Epagri tamb\u00e9m forneceram as informa\u00e7\u00f5es que Loiva precisava para concretizar o sonho de produzir org\u00e2nicos. \u201cA Epagri foi bastante parceira, em todo tempo\u201d, descreve, destacando que especialmente as viagens contribu\u00edram para \u201cabrir a mente\u201d e aumentar a for\u00e7a de vontade. \u201cN\u00e3o vou desistir nunca\u201d, era o pensamento de Loiva ao retornar desses compromissos.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">\u201cH\u00e1 muito sentimento envolvido nas fam\u00edlias agricultoras que optam pelo org\u00e2nico\u201d, declara Saymon. A fala dos produtores org\u00e2nicos de I\u00e7ara e Crici\u00fama, comprovam essa tese.\u00a0Alegria, orgulho, bom humor, empolga\u00e7\u00e3o, saudade, for\u00e7a de vontade, prazer, carinho, gratid\u00e3o, amor, coletividade e simpatia foram alguns dos sentimentos demonstrados por eles ao descreverem as pr\u00f3prias trajet\u00f3rias. Al\u00e9m, \u00e9 claro, dos olhos cheios de l\u00e1grimas da Loiva, que falam por si s\u00f3.<\/p>\n<p data-raofz=\"16\">Fonte: Gov. SC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que te emociona? Um livro, um filme, uma m\u00fasica? Sentada na varanda de sua casa, Loiva aperta os pequenos olhos verdes cheios d\u2019\u00e1gua. Ela se emociona com a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria como agricultora org\u00e2nica.\u00a0 O sil\u00eancio fala no discurso de Loiva Perdon\u00e1 Ceza, produtora rural de Crici\u00fama. 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