O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu formalizar nesta quinta-feira (13) o registro de sua candidatura à Presidência da República. O procedimento foi interrompido depois que a equipe de campanha identificou que o parlamentar aparecia no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, presidido por Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto.
A alteração teria ocorrido na quarta-feira (12). Até então, Flávio constava como integrante do PL, legenda responsável por lançar sua candidatura. De acordo com a certidão de filiação partidária emitida nesta quinta, o senador teria deixado o partido e passado a integrar o Missão.
A equipe jurídica de Flávio considera a possibilidade de fraude ou uso indevido de credenciais. Entre as hipóteses levantadas estão uma eventual invasão dos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do PL ou do próprio Missão. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre a origem da mudança.
O partido Missão informou que também teria sido vítima de uma filiação considerada fraudulenta. Segundo a legenda, foi solicitado o cancelamento do registro assim que a inconsistência foi identificada, mas o pedido não teria sido aceito pelo TSE.
O PL, por sua vez, afirmou ter perdido o acesso ao sistema da Justiça Eleitoral e pretende auxiliar na apuração do caso. A campanha de Flávio deve solicitar o restabelecimento da filiação ao partido e pedir à Polícia Federal que investigue as circunstâncias da alteração.

Foto/Daniel Ramalho/AFP
Prazo termina no sábado
Embora a certidão indique a mudança de partido, a situação eleitoral de Flávio Bolsonaro aparece como “regular” no documento emitido pela Justiça Eleitoral. O problema está relacionado à legenda pela qual ele pretende concorrer.
Como as convenções partidárias foram encerradas em 5 de agosto, uma eventual candidatura pelo Missão ou por outra sigla poderia enfrentar obstáculos jurídicos. A candidatura anunciada pelo senador foi definida pelo PL.
Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos. A campanha trabalha para corrigir a filiação antes do fim do prazo e evitar que a disputa seja transferida para uma análise judicial posterior.
Até esta quinta-feira, seis candidatos já haviam formalizado o registro para a Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição; Hertz Dias (PSTU); Samara Martins (UP); Wilson Grassi (Democrata); Romeu Zema (Novo); e Renan Santos (Missão).








