Acidente em caverna submarina nas Maldivas mobiliza resgate internacional

O governo das Maldivas confirmou, nesta segunda-feira (18), a conclusão da operação de resgate dos corpos dos cinco mergulhadores italianos que morreram durante uma expedição no Atol de Vaavu. A tragédia, ocorrida na última quinta-feira (14), já é considerada o pior acidente de mergulho da história do arquipélago.

A operação de busca foi classificada pelas autoridades como de “alto risco” devido à complexidade do terreno subaquático. O grupo explorava cavernas a cerca de 50 metros de profundidade — bem acima do limite recomendado para mergulho recreativo, que é de 30 metros.  O local, conhecido por túneis naturais e fortes correntes, provou ser um desafio extremo até para mergulhadores experientes.

Entre as vítimas estavam profissionais renomados e pesquisadores da Universidade de Gênova, as vítimas são:

Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
O instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua – o corpo dele foi recuperado na quinta;
E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.

Foto/Reprodução/X

Além da perda dos cinco turistas, a operação também foi marcada pelo falecimento do sargento-mor Mohamed Mahudhee, integrante das equipes de busca, que sofreu complicações por descompressão no sábado (16).

O caso reacende o debate sobre a segurança em áreas de mergulho extremo nas Maldivas, um destino que atrai milhares de turistas anualmente, mas que esconde perigos geográficos significativos em seus canais e paredões profundos.

A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.

Segundo o governo italiano, os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros.

Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital Malé.

Os italianos teriam mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma área famosa na região por mergulhos voltados à observação da vida marinha.

Fonte/G1

Foto Capa: Divisão de Mídia da Presidência das Maldivas/AP

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