Operação Curto-Circuito: MPSC denuncia dupla por receptação e furtos qualificados

Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denuncia dois homens pelos crimes de receptação e furto qualificado em Imbituba, só por fruto qualificado foram denunciados por 11 vezes.

A denuncia é da 3ª Promotoria de Justiça de Imbituba e, é referente a Operação Curto-Circuito, deflagrada pela Polícia Civil em abril. As investigações começaram após uma ação integrada entre as polícias Civil e Militar, a Celesc e a Prefeitura de Imbituba, que identificou o desvio de medidores de energia elétrica.

Conforme a denúncia, os dois réus agiam juntos, com divisão de tarefas e utilizando o mesmo modus operandi. Eles supostamente se apresentavam às vítimas como prestadores de serviço terceirizados da Celesc, autorizados a realizar ligações de energia elétrica na rede da concessionária. Alegavam ainda possuir capacidade para resolver toda a burocracia necessária junto à concessionária e à Prefeitura Municipal.

Para viabilizar a fraude, utilizavam uniformes da Celesc, veículo plotado com o símbolo da concessionária e formulários de “solicitação de serviço”, buscando aparentar regularidade e legitimidade na atuação.

Assim, segundo a denúncia, as vítimas eram induzidas ao erro e, acreditando estar aderindo regularmente ao serviço público de fornecimento de energia elétrica, contratavam os serviços oferecidos pelos denunciados mediante pagamentos em dinheiro e transferências eletrônicas identificadas no inquérito policial.

Em seguida a dupla, realizavam a instalação de postes padrão, medidores desviados e faziam as ligações clandestinas à rede pública de distribuição de energia elétrica, efetivando o desvio de energia sem registro no sistema da concessionária e sem faturamento do consumo.

 

Foto/Divulgação

Ao longo do ano de 2024, a prática dos crimes foram contra nove vítimas conforme a denuncia do MP. Em dois dos casos, as mesmas vítimas teriam sido alvo da ação por duas vezes, totalizando a suposta prática do crime de furto qualificado em 11 ocasiões. Os valores pagos pelos serviços ilegais variavam entre R$ 150 e R$ 8 mil.

Além disso, ambos foram denunciados por receptação, já que os equipamentos de medição de energia elétrica utilizados pela dupla pertenciam à concessionária e seriam oriundos de subtração ou desvio ilícito anterior, circunstância que, segundo a denúncia, era de conhecimento dos acusados.

Fonte: MPSC

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