Representantes dos caminhoneiros de Santa Catarina se reúnem em Itajaí na segunda-feira (13) para decidir se o Estado vai aderir à paralisação nacional convocada pela categoria. A deliberação ocorre após o início das mobilizações na Baixada Santista (SP) e será tomada por sindicatos e associações de transportadores presentes na reunião.
O movimento é motivado pela ameaça de perda de validade de uma medida provisória que reúne reivindicações dos caminhoneiros, caso o Senado não a vote até quarta-feira (16). Sérgio Roberto Pereira, presidente da ANTC (Associação Nacional dos Transportadores Autônomos), afirmou que a medida estaria sendo “engavetada” e criticou a atuação do presidente do Senado, citando descumprimento de acordos firmados com a categoria.
Pereira alertou para a possibilidade de uma paralisação em larga escala, caso o texto não seja apreciado. Ele lembrou ainda que Santa Catarina já liderou uma grande greve nacional da categoria no passado, mas ressaltou que, desta vez, o Estado aguardará a decisão das entidades locais antes de confirmar a adesão.
Se a participação for aprovada em Itajaí, sindicatos e associações devem emitir uma nota conjunta com a data e o horário de início da paralisação em Santa Catarina. A ANTC também destacou o potencial efeito em cadeia: se a paralisação dos caminhoneiros coincidir com uma greve dos tanqueiros, responsáveis pelo transporte de combustíveis , o impacto sobre serviços e abastecimento vai gerar um grande caos.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“A gente nem sabe quais vão ser as consequências, na verdade, porque a paralisação vai ser grande. Já existe a ameaça de greve dos tanqueiros; juntando com a nossa, o país pode entrar em um caos”, afirmou o presidente da ANTC, apontando preocupação com reflexos para trabalhadores e para a população em geral.
Fonte: nd+










