Mandados são cumpridos em Tubarão e outras quatro cidades durante a Operação Passárgada

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Passárgada para apurar possíveis irregularidades em processos licitatórios e contratos públicos no Sul do Estado. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em Tubarão.

Ao todo, foram expedidas 11 ordens judiciais, cumpridas em endereços localizados também em Criciúma, Morro da Fumaça, Içara e Siderópolis. A Justiça autorizou ainda medidas para o acesso a dados protegidos por sigilo telefônico e telemático.

A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção, núcleo Sul, e começou há mais de um ano após o recebimento de uma denúncia anônima. Segundo a Polícia Civil, os trabalhos reuniram indícios de um possível direcionamento de contratações públicas para empresas do setor da construção civil.

Os investigadores também apuram se parte dos valores obtidos por meio dos contratos teria sido devolvida na forma de vantagens indevidas. Entre as suspeitas está o pagamento, por intermédio de terceiros, de benfeitorias realizadas em imóveis particulares.

Outro ponto analisado é a possível compra de imóveis com dinheiro em espécie cuja origem ainda não foi esclarecida. A apuração busca verificar, ainda, se os procedimentos licitatórios respeitaram os princípios da legalidade e da livre concorrência.

Durante as diligências, foram apreendidos documentos, contratos, registros contábeis, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.

A operação contou com o apoio de unidades especializadas no combate à corrupção, da Delegacia Regional de Criciúma, da Delegacia da Comarca de Içara e do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Criciúma.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados, das empresas ou dos órgãos públicos relacionados ao caso. Também não foram informadas prisões decorrentes da operação.

A Prefeitura de Morro da Fumaça informou que a ação não tem relação com a administração municipal ou com servidores públicos da cidade. Segundo o município, nenhum endereço ligado à prefeitura foi alvo de mandado.

As investigações continuam. Todos os envolvidos são considerados suspeitos até eventual decisão judicial definitiva.

Divulgação/Policia Civil

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